segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Bahia 3x1 Figueirense

Jogadores do Bahia comemoram o gol que abriu caminho
para a primeira vitória em Pituaçu
Enfim, o Bahia desencantou em Pituaçu. Engana-se quem achar que o jogo foi moleza. O Tricolor de Aço teve que suar a camisa, pois o Figueira, mesmo jogando em território baiano fez jogo duro e foi bastante perigoso nos contra-ataques.

No começo do jogo o Bahia foi para cima do Figueira, porém foi mais nada base do abafa, meio desorganizado e sem criar chances claras de gol. A equipe catarinense por sua vez, quando chegava era com perigo, principalmente através do canhotinho Júlio César, que deu trabalho à zaga e Marcelo Lomba. Nervoso em campo pela necessidade de vencer diante da torcida, o Bahia só conseguiu a primeira boa chance aos 27 minutos, quando Paulo Miranda, de cabeça obrigou Wilson a fazer ótima defesa. 

Alívio tricolor

Quando o primeiro tempo caminhava para terminar empatado, eis que, aos 42 minutos, aproveitando chute errado de Ávine, Reinaldo, livre de marcação chutou para balançar a rede adversária: Bahia 1x0 Figueirense. A zaga catarinense pediu impedimento no lance, mas o atacante do Bahia estava claramente em posição legal. Festa da torcida presente no estádio, esperançosa em ver a primeira vitória do time em casa, no campeonato. Era o que o Bahia precisava para jogar o segundo tempo de forma mais tranquila.

O segundo tempo começou equilibrado. O Bahia levou perigo ao gol do Figueirense com Reinaldo, mas o atacante isolou a bola. Atrás no placar, com o passar do tempo o Figueira começou a buscar o empate. Mas foi o time da casa quem conseguiu fazer gol. Aos 26 minutos, em tabela com Ávine, Ricardinho deu passe magistral por cima da zaga catarinense. O lateral-esquerda do Bahia deu um sutil desvio de cabeça para ampliar o placar: Bahia 2x0 Figueirense. O segundo gol sofrido parecia ter acordado o Figueira que, pouco tempo depois quase conseguiu empatar. Bola cruzada rasteira da esquerda, Titi deu um leve desvio, o suficiente para evitar o gol de Héber, que apenas conseguiu fazer a bola tocar no travessão.

Jogo fica aberto no final

A vantagem no placar juntamente à proximidade do final da partida já deixava certeza da primeira vitória tricolor, em Pituaçu. Até que, aos 39 minutos, aproveitou rebote de Lomba, Wellington diminuiu para o Figueira: Bahia 2x1 Figueirense. Faltavam cinco minutos mais os acréscimos, mas o gol foi o suficiente para fazer a torcida baiana se perguntar: será que de novo não vai ser hoje? Jones tratou de dar a resposta final, aos 47 minutos. Jones roubou bola na lateral direita, driblou três marcadores e chutou sem chances para Wilson, marcando um golaço: Bahia 3x1 Figueirense. O gol explodiu a torcida Tricolor que, ao término do jogo, finalmente, na 13ª rodada pode comemorar o primeiro triunfo em casa.

Confira os gols da partida:

 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vasco 1x1 Bahia

Ávine tenta roubar a bola de Diego Souza
Empate justo? Para torcida do Bahia não, pois o time estava com a vitória até os 49 minutos do segundo tempo. Já para a torcida vascaína o empate foi merecido pela insistência do time (foram mais de 30 chutes).

Não deu tempo de as equipes se estudarem. Logo aos 4 minutos, numa rápida puxada de contra-ataque pela esquerda Ávine tocou para Souza, que ajeitou para Reinaldo empurrar a bola para o fundo do gol: Vasco 0x1. Satisfeito com a vitória parcial, o Tricolor de Aço abdicou de atacar e sofreu com a pressão do Vasco, que jogando em casa, brigando pelo G4 tinha obrigação de ganhar. 

Má pontaria da equipe de São Januário

O que se viu foi o Vasco massacrando o Bahia no campo de defesa, mas o time não conseguia oportunidades claras, os jogadores pecavam bastante na finalização (grande maioria dos chutes para fora). Quando a bola conseguia chegar na direção do gol, Lomba estava lá para interceptar. Nem Juninho, o reizinho da toca estava em noite feliz. Com o pé descalibrado acertou apenas um chute ao gol no primeiro tempo.

No segundo tempo o Bahia começou com uma postura diferente e chegava ao ataque e, com menos de dez chutes no jogo todo teve mais boas chances de gol do que o Vasco, porém, Reinaldo não aproveitou e chutou todas para fora. O Vasco, por sua vez, apostava nas bolas paradas, que não foram poucas. mas a calibragem dos chutes continuou, a maioria ia para fora e, quando chegava ao gol, lomba salvava o tricolor.  a melhor chance foi com Juninho, em um chute da entrada da área que Lomba espetacularmente espalmou para escanteio. e o jogo caminhava para a terceira vitória fora de casa do Bahia no campeonato até que, no último lance, aos 49 minutos, falta para o Vasco e até o goleiro Fernando Prass foi para a área.  Confusão na área do Bahia e a bola ficou livre para Élton, que havia entrado no segundo tempo empatar um jogo praticamente perdido. Final de jogo e empate com sabor de derrota para o Bahia e empate com gosto de vitória para o Vasco.

Confira os gols da partida: 


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Coritiba 3x4 São Paulo

Carlinhos Paraíba faz um golaço e abre o placar contra o ex-time
Jogo eletrizante no Couto Pereira. O torcedor que compareceu ao estádio e durante boa parte do jogo ficou quieto, protestando contra o próprio time no final ficou satisfeito com o poder de reação, que quase conseguiu empatar uma partida praticamente perdida. Serviu para mostrar que realmente, no futebol tudo pode acontecer.

O Coxa, empurrado pela torcida foi para cima do Tricolor e já na primeira oportunidade quase abriu o placar. Com menos de um minuto, Rafinha chutou da entrada da área e a bola caprichosamente bateu na trave, Rogério fez golpe de vista. Esse lance incendiou ainda mais o Coxa, que encurralava o São Paulo no campo de defesa, dando a entender que o gol era questão de tempo. Mas a história começou a ter outro rumo...

Eficiência são-paulina

O Tricolor que ficou os primeiros 15 minutos se defendendo, na primeira vez que foi ao ataque conseguiu inaugurar o marcador. Aos 17 minutos Lucas tocou para Carlinhos Paraíba (que estava sendo vaiado pela torcida do Coxa) acertou um lindo chute, no ângulo: Coxa 0x1 São Paulo. A sorte estava mesmo ficando a favor da equipe paulista. Rodholfo, antes do meio de campo lançou, a zaga paranaense cochilou e deixou Juan livre para encobrir Edson Bastos e ampliar a vantagem, aos 23 minutos: Coxa 0x2 São Paulo. O Tricolor passou a dominar o meio de campo, enquanto o Coxa se desesperava. O São Paulo se aproveitou disso, e, aos 30 minutos, após bela troca de passes Wellington deixou Dagoberto na boa para fazer o terceiro: Coxa 0x3 São Paulo. Não bastasse a adversidade no placar, próximo ao final do primeiro tempo o meia Davi fez falta, recebeu amarelo, reclamou e foi expulso, deixando o Coxa com um jogador a menos. Era o suficiente para o São Paulo aplicar uma goleada histórica. O Coritiba voltou do intervalo pressionando, mas... Aos 9 minutos, aproveitando passe errado da zaga, Lucas fez um golaço, de cobertura, gol que valeu ingresso: Coxa 0x4 São Paulo. Com um jogador a mais, vencendo por 4x0 dava a entender que a goleada seria maior ainda, mas não foi bem o que aconteceu.

Reação do Coxa

A goleada parece que animou os jogadores do time paranaense a mostrarem que o time pode brilhar. Após o quarto gol o São Paulo teve duas boas chances, com Cícero e Dagoberto, depois relaxou, achou que o jogo estava ganho e o Coritiba se aproveitou para crescer. Aos 22 minutos, enquanto a zaga são-paulina esperava alguma marcação do juiz, Rafinha acertou uma bomba, diminuindo o prejuízo: Coxa 1x4 São Paulo. A zaga do Tricolor voltou a falhar, como no jogo anterior, contra o Atlético/GO. Aos 29 minutos, Bill tratou de animar a torcida. Entrou na área e, mesmo caído conseguiu colocar a bola na rede: Coxa 2x4 São Paulo. Parecia que o Coxa era quem tinha um jogador a mais, o São Paulo se concentrava no campo de defesa. O Coxa se aproveitou e, aos 41 minutos, aproveitando cruzamento da linha de fundo, Bill subiu sozinho e fez a torcida acreditar no empate: Coxa 3x4 São Paulo. Aos 45 minutos, o volante Denilson do São Paulo repetiu a atitude de Davi. Fez falta quase na linha de fundo, tomou amarelo, reclamou e foi expulso e deixou os dois times com 10 jogadores. O Coxa não aproveitou a cobrança de falta nem os minutos de acréscimo. O jogo ficou mesmo no 4x3 para o São Paulo, mas o time paranaense saiu de campo aplaudido pelo poder de reação.

Confira os gols da partida: 


quinta-feira, 21 de julho de 2011

Justa a final da Copa América?

De um lado o Uruguai, bicampeão da Copa do Mundo, andou uns tempos adormecido, mas do ano passado para cá tem voltado a se destacar. Ficou em quarto lugar na Copa do Mundo, inclusive teve o melhor jogador da competição (Diego Forlán). O que para muitos tinha sido sorte, os uruguaios estão demonstrando que não foi. Esse ano, após 84 anos a Celeste conseguiu classificação para disputar as olimpíadas de futebol masculino, o Peñarol (time uruguaio) foi vice-campeão da Taça Libertadores. Agora, mais uma vez o Uruguai figura entre os primeiros, dessa vez está na final, após vencer o Peru por 2x0 na semifinal.

Do outro lado o Paraguai, que sempre se destacou pelo poder defensivo. E não é que tá dando certo? A seleção empatou todas partidas, nas fases de mata-mata se classificou sempre nos pênaltis. Vale ressaltar que nas quartas e na semifinal as partidas terminaram em 0x0.

Será que o Uruguai consegue se impor e levar o título? Será que o Paraguai vai conseguir a primeira vitória justamente na final? Ou será que mais uma vez vai empatar e decidir no pênaltis? Domingo vamos saber a resposta.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Peru 0x2 Uruguai

Suárez aproveita rebote e abre o placar
A equipe peruana desde cedo mostrou como iria jogar: se defendendo do Uruguai e apostar em jogadas esporádicas de contra-ataques para tentar marcar gol. Diante desse panorama a Celeste até que mostrou ser superior tecnicamente, mas teve dificuldades em criar oportunidades de gol no primeiro tempo. A melhor chance foi aos 43 minutos, em que Álvaro Pereira colocou a bola na rede, mas a arbitragem corretamente marcou impedimento, após aproveitar desvio de cabeça de Lugano.

O intervalo parece que fez bem ao Uruguai, que permaneceu encurralando os peruanos e não é que deu resultado logo cedo? A dupla Forlán e Suárez voltou a se destacar. Aos 8 minutos, Forlán chutou de fora da área, a bola parecia ir para fora, o goleirão peruano Raúl Fernández preferiu garantir e defender, porém, não conseguiu encaixar e sobrou para Luís Suarez empurrar para o fundo do gol: Peru 0x1 Uruguai. Era o que a Celeste precisava para ficar mais tranquila e forçar o Peru a ir para cima. O Uruguai se aproveitou e, aos 12 minutos, aproveitando belíssimo lançamento de Álvaro Pereira, Luis Suarez ficou sozinho com o goleiro, aí foi só tirar o arqueiro da jogada e empurrar para o gol vazio: Peru 0x2 Uruguai. Nervoso em campo com o placar adverso o Peru teve Vargas expulso aos 23 minutos, após dar cotovelada em Coates. Aí foi só esperar o tempo passar e comemorar a classificação para a final e espantar mais uma zebra da Copa América.

Uruguai está começando a voltar a ser potência no futebol. Após tantos tempo figurando entre as equipes medianas, a seleção que é bicampeã mundial recomeçou ano passado, na Copa do Mundo, quando ficou em quarto lugar e teve o jogador que foi eleito o melhor da competição, Forlán. Esse ano conseguiu a classificação para a próxima Olimpíada ano que vem, em Londres, após 84 anos sem disputar. Além disso, o Peñarol, equipe uruguaia foi vice-campeã da Taça Libertadores esse ano, perdendo a final para o Santos. Agora, a seleção está na final da Copa América e o título pode ser uma afirmação de que a Celeste voltou a acordar. A evolução é nítida, mas os resultados são necessários para certificar a ascensão. Agora fica a questão: Será que o Uruguai não serve de exemplo para o Brasil também voltar a ser o que era?

Confira os gols da partida: